Mostrar mensagens com a etiqueta Comissão pela Proibição dos Despedimentos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Comissão pela Proibição dos Despedimentos. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 4 de outubro de 2011

PETIÇÃO PELA RETIRADA DO PROGRAMA DA TROIKA

ASSINE A PETIÇÃO ONLINE AQUI



PARA: POPULAÇÃO PORTUGUESA


POR UMA MOBILIZAÇÃO UNIDA PELA RETIRADA DO PLANO DA “TROIKA” 
Condição para tomar as medidas necessárias à salvaguarda da soberania nacional e do povo português

O apelo público das CTs da TAP, da ANA e da Groundforce, à sociedade portuguesa, contra a privatização da TAP, da ANA e de todas as empresas associadas e, ao mesmo tempo, dirigindo-se a todos os sindicatos destas empresas para que se envolvam e assumam directamente esta mobilização, mostra o caminho para pôr termo à venda em saldo do que resta das empresas públicas, para pôr termo à liquidação do próprio país enquanto tal.
Essas CTs afirmam, no seu comunicado conjunto: “Estas medidas (a privatização da TAP, da ANA e de todas as suas participadas) não resolvem nenhum problema nacional, antes pelo contrário, e só podem ser entendidas como o preço a pagar às economias dominantes por um novo empréstimo cujo único objectivo é salvar a banca nacional e continuar a alimentar os especuladores internacionais. A serem implementadas, representariam um desastre de proporções gigantescas para os trabalhadores do sector, para a economia nacional e para a soberania nacional.”
Torna-se assim inquestionável a mobilização contra as privatizações em geral, bem como contra a alienação das “Golden Share” que o Estado detém.
As mobilizações de carácter nacional podem e devem ter o poder que têm as mobilizações locais em defesa de serviços públicos e/ou de empresas como, por exemplo, a mobilização que os trabalhadores e a população de Viana do Castelo levaram a efeito em defesa dos seus Estaleiros Navais sem despedimentos e exigindo um plano de desenvolvimento para este sector da construção naval.
Caminho que implica pôr na ordem do dia a mobilização unida dos trabalhadores de todos os sectores nacionais contra a recessão e as privatizações impostas pelo plano da “Troika”.
Não é possível aceitar por mais tempo a aplicação, sector a sector, de um plano meticulosamente estudado pelas instâncias financeiras internacionais, de que o Governo subserviente de Passos Coelho se faz um fiel intérprete no nosso país.
Este Plano, fotocópia do plano para a Grécia:
- Vai arrastar o nosso país para o mesmo buraco, vai permitir que as grandes fortunas se ponham a salvo durante o seu processo de aplicação deixando-o à beira da bancarrota.
- Visa piorar o actual Código do Trabalho (que, por si só, já tinha destruído muitas das conquistas laborais alcançadas com o 25 de Abril); reforça e institucionaliza a “precariedade” laboral, permitindo assistir, todos os dias, a encerramentos súbitos de empresas, de que os trabalhadores tomam conhecimento por um papel afixado na porta, ou a despedimentos por SMS; visa reduzir para metade o valor das indemnizações por despedimento e, num futuro próximo, os despedimentos sem qualquer indemnização.
- Desmantela os sectores da saúde e do ensino, não ficando pedra sobre pedra do Serviço Nacional de Saúde e da Escola do 25 de Abril, deixando no desemprego, já este ano, cerca de 40000 professores.
- Na Função Pública, pretende a redução (despedimento) de milhares de trabalhadores, destruindo os serviços públicos, ao mesmo tempo que congela os seus salários como recado para o sector privado.
- Leva a cabo o roubo de parte significativa do 13º mês de quem trabalha.
É preciso pôr termo a esta situação.
Estamos de acordo com Carvalho da Silva, quando denuncia que o Governo pretende que a “concertação social” seja “o instrumento de submissão dos trabalhadores aos interesses mercantis dos grandes senhores do poder económico”.
Não há “consenso” possível com um Governo que, não só leva à prática os planos da “Troika”, mas ainda os ultrapassa nos ataques aos trabalhadores e à população em geral, enquanto poupa os ricos e poderosos do costume.
Por isso, a independência das organizações sindicais é mais do que nunca – no presente e no futuro – imprescindível para organizar uma resistência eficaz.
Assim, os abaixo assinados – militantes operários de diferentes filiações e opiniões partidárias ou sindicais – entendem que é urgente preparar a mobilização, em unidade, de todos os sectores da sociedade portuguesa pela retirada do Plano da “Troika” e por um Plano de relançamento da economia e da produção nacional.
Neste sentido e para ajudar a concretizar esta perspectiva, propomos a realização de um ENCONTRO NACIONAL PELA RETIRADA DO PLANO DA “TROIKA”, a ter lugar a 5 de Novembro, pelas 15 horas, na Associação 25 de Abril, Rua da Misericórdia, 95, R/c, em Lisboa.

Os primeiros subscritores:

Albino Pereira (Membro da CT da TAP); António Chora (Coordenador da CT da Volkswagen-Autoeuropa); CT da UNOR; Adélia Gatoeiro (Dirigente do STIV – Marinha Grande); Carmelinda Pereira (Membro do Conselho Geral do SPGL/CGTP); Aires Rodrigues (POUS – Marinha Grande); Licínio de Sousa (BE – Marinha Grande); Ana Sofia Cortes (Delegada sindical do STFPSA/CGTP); Luís Vicente (Eng. Técnico da PT); Adriano Marques (BE – Marinha Grande); Ana Tavares Silva (Membro da Coordenadora dos professores contratados do SPGL); Maria João Vieira (Professora – Leiria); Maria João Gomes (Tradutora – Marinha Grande); Prudência Videira Rodrigues (Professora – Marinha Grande); Emanuel de Alte Rodrigues (Professor – Marinha Grande); José Gonçalves Simões (Operário vidreiro – Marinha Grande); Daniel Gatoeiro (Operário químico – Marinha Grande); Carlos Melo (SBSI/UGT); Joaquim Pagarete (Membro da Coordenadora dos professores aposentados do SPGL); Adélia Gomes (SPGL/CGTP); José Santana Henriques (CESP/CGTP); José Lopes (Ex-dirig. Sindicato Metalúrgicos – Leiria); António Jubiléu (Ex-membro da CT da Dâmaso); Ricardo Raimundo (Deleg. Sind. IBEROALPLA – Marinha Grande); Francisco Soares (Membro da Assembleia de Freguesia da Marinha Grande – Indep. PS); Vítor Neves (Membro da Assembleia de Freguesia de Vieira de Leiria – BE); Helena Molia (professora – Seixal); A. Gusmão (Reformado – São Teotónio); Francisco A. Raposo (Electricista reformado – São Teotónio); Manuel Maria (Reformado, STAL/CGTP); Mª Augusta Pinheiro (Reformada); Francisco Brinca (Reformado); Carolina Lourenço (Estudante); Elsa Severino (Estudante); Patrícia Pardal (Estudante); Simão Pereira (Estudante); Amílcar Patrícia (Trabalhador da PT – SNTCT/CGTP); Mª Helena Alves (Aposentada da Função Pública); Carlos Costa (Trabalhador da Aviação Civil – SITAVA/CGTP); Nádia Penas (Professora); Gustavo Costa (Estudante); Ana Paula Machado (Professora desempregada – SPGL/CGTP); José Alfredo Fernandes (Trabalhador do sector da Água); Alfredo Santos (Reformado dos CTT); António Vilela; Irene Mendes (Funcionária pública – STFPSA/CGTP); Mª Pilar Mendes (SPGL/CGTP); Margaret Almeida (Professora); João Pestana (Tica – SINTICA/CGTP); Maria Pereira (Desempregada); José Matias (Dirigente do SPGL/CGTP). 

Os signatários

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

ENCONTRO para preparar a Greve Geral de dia 24/11 para obrigar o governo a RETIRAR O PLANO DE AUSTERIDADE

Mobilização pela retirada do Plano de Austeridade - 13/11/2010, 15h30  no SPGL (Sede do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL) Rua Fialho de Almeida, nº 3, em Lisboa)



Comunicado da Coordenadora das CTs da Autoeuropa


Coordenadora das Comissões de Trabalhadores do Parque Industrial Autoeuropa

Voltam os despedimentos em massa, 700 só esta semana

Solidariedade com os trabalhadores da Mactrading, Valsan, Páginas Amarelas/PT e
Groundforce/TAP


A Coordenadora das Comissões de Trabalhadores do Parque Industrial da Autoeuropa, reunida hoje, 12 de
Novembro, repudia a onda de despedimentos e encerramentos a que voltamos a assistir no Pais.
Só esta semana, são mais de 700 os trabalhadores despedidos ou em processo de despedimento colectivo.
Muitos mais se prevêem para o final do ano e início do próximo.

Os sindicatos da CGTP e da UGT têm que travar estes despedimentos; não queremos voltar a ver políticas
sindicais que competem entre si pela melhor indemnização em detrimento da garantia de emprego.

Exigimos do Governo e dos empresários politicas criativas para a manutenção do emprego e não as
politicas de “merceeiro do inicio do século passado”, que corta no mais fácil sem complexos sociais,
lançando no desemprego os seus trabalhadores ao menor corte nos lucros e continuando a auferir
escandalosos rendimentos fruto do trabalho alheio.

Para abrir as portas à privatização da TAP, o Governo mantêm-se quedo e mudo perante o anunciado
despedimento de 336 trabalhadores na empresa Groundforce.
Não podemos, nem devemos, aceitar um despedimento que mais não é que a substituição de trabalhadores
com direitos por mão-de-obra mais barata.

Este despedimento feito por mail: é uma tentativa da asiatização das relações laborais em Portugal.
Expressamos a nossa solidariedade com a luta dos trabalhadores da Groundforce, bem como com todos os
trabalhadores vítimas de salários em atraso e/ou processos de despedimento e afirmamos que:

- O movimento sindical e as CTs devem exigir ao Governo a retirada destes ataques, a garantia dos postos
de trabalho, nomeadamente nas empresas onde o Estado tem capital (como são o caso das Páginas
Amarelas, através da P.Telecom, e da Groundforce /TAP).

- Chegou a hora da CGTP e da UGT integrarem, na mobilização nacional para a greve geral, a exigência do
fim da onda de despedimentos e a defesa das empresas públicas ao serviço da economia nacional.

Não aos despedimentos

Palmela 12 de Novembro de 2010

Coordenadora das CTs.do Parque Industrial da Autoeuropa

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Encontro da Comissão pela proibição dos Despedimentos: Mobilização pela retirada do Plano de Austeridade - 13/11/2010 no SPGL


ENCONTRO para preparar a Greve Geral
Para obrigar o governo a
RETIRAR O PLANO DE AUSTERIDADE

Sede do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL) Rua Fialho de Almeida,
nº 3, em Lisboa

Perante o novo Plano de Austeridade de corte nos salários, nos subsídios
sociais, nos serviços públicos e de aumento dos impostos e do custo de vida a CGTP e a UGT convocaram uma greve geral para o dia 24 de Novembro.

A aspiração de todos os trabalhadores é que esta greve seja um passo
em frente para virar a política do nosso país no sentido da produção, do
desenvolvimento, da proibição dos despedimentos, da transformação de todo o
trabalho precário em trabalho efectivo e com direitos.

Enquanto esta aspiração domina o pensamento de milhões de trabalhadores,
o que se passa é o matraquear constante dos defensores do sistema e da
União Europeia de que são inevitáveis estes planos de austeridade, bem
como o Orçamento de Estado que os contém. De que são inevitáveis os
despedimentos, o trabalho sem direitos, os cortes no Serviço Nacional de
Saúde, na Educação e na Justiça, no Poder local e em todos os serviços
públicos.

Sim, essas medidas são inevitáveis para todos quantos querem manter
o sistema capitalista, à custa de todos os artifícios da especulação, à
exploração e à guerra.

Para os trabalhadores não são inevitáveis os encerramentos das fábricas, as
deslocalizações, a destruição dos países, nem as ditaduras, nem a guerra.

Estamos de acordo com a UGT quando declara que o PEC 3 prepara um PEC
4, que o Orçamento do Estado com estes PECs só vai provocar mais
desemprego, mais sacrifícios e desigualdade; tal como quando diz que a greve
geral precisa de ser bem sucedida, como a de 1998, quando foi derrotado o
projecto de Cavaco Silva de liberalização dos despedimentos sem justa causa.

Estamos de acordo com a CGTP quando afirma que é neste caldeirão social
em que nos movimentamos, no qual somos actor importante, que se geram
as condições para as alternativas políticas; acrescentando que é preciso
tomarmos nas nossas mãos o destino do país, pois não se pode continuar
pelos caminhos em que nos encontramos, porque por aí vamos para o
abismo.

Nós queremos ajudar a construir as condições para essa nova alternativa.
Nós queremos, com todos os trabalhadores, uma greve geral bem sucedida,

e pensamos em particular nos trabalhadores precários que irão pensar, duas
vezes, se poderão responder ao apelo das Centrais sindicais.
Para vencer este medo legitimamente compreendido pelos trabalhadores
efectivos, para fazer da greve geral um fortíssimo passo em frente na derrota
daqueles que colocam os trabalhadores nesta difícil situação, nós pedimos a
Manuel Carvalho da Silva e a João Proença, para que se dirijam em particular
a estes trabalhadores e aos desempregados ou ameaçados de desemprego.
Digam-lhes, publicamente, que esta greve geral é para impor um recuo ao
Governo que está a mando do BCE e da União Europeia na aplicação dos
PECs e das condições de precariedade a que estão sujeitos.

Expressem claramente as legítimas aspirações dos trabalhadores que
representam, os quais exigem:

- O levantamento do corte nos salários e subsídios das famílias trabalhadoras

- O aumento das pensões de reforma e dos salários, em particular do salário
mínimo nacional

- A suspensão do processo de privatizações, nomeadamente dos Correios,
da TAP, dos Estaleiros de Viana do Castelo e da Companhia de Seguros
integrada na Caixa Geral de Depósitos

- A renacionalização dos sectores estratégicos da economia (Banca, seguros,
energia, telecomunicações), direccionando-os para o apoio às pequenas e
médias empresas, nomeadamente através do crédito e da energia a preços
mais favoráveis.

Agindo sobre esta linha de orientação na preparação da greve geral e para
a reforçar, e, em simultâneo, para reforçar a rede de militantes que, por toda
a parte, a defenderem, propomos a realização de um Encontro no dia 13
de Novembro, às 15 h 30 m, na Sede do Sindicato dos Professores da
Grande Lisboa (SPGL) Rua Fialho de Almeida, nº 3, em Lisboa.

Primeiros signatários: Adélia Gomes (SPGL-CGTP); Ana Sofia Cortes (STFPSA-

CGTP); Ana Tavares (membro da Coordenadora dos professores contratados do SPGL);
Carlos Melo (SBSI-UGT); Carmelinda Pereira (dirigente do POUS); Helena Carvalho
(SINTAP-UGT); Isabel Pires (dirigente do SPGL); Joaquim Pagarete (membro da
Coordenadora dos professores aposentados do SPGL); José Lopes (SINTICA); Nuno
Antunes (estudante do ISCSP); Paula Montez (membro da Comissão pela Proibição dos
Despedimentos) 

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Convocatória da reunião da Comissão pela Proibição dos Despedimentos de 29/Outubro




Para ajudar a que a organização da greve geral tenha um objectivo claro – a retirada do Plano de austeridade / desemprego
Reunião dia 29 de Outubro, 6ª feira
pelas 21 horas, nas instalações cedidas pelo POUS
(Rua de Santo António da Glória, nº 52 B, cave C, em Lisboa)

Quem somos?
Somos militantes de diferentes correntes do movimento operário ligados ou não a partidos políticos que temos em comum os seguintes entendimentos:
A situação em que se encontra o nosso país e a sua população trabalhadora, com plano de austeridade atrás de plano de austeridade, não tem que ser uma fatalidade. Só o é enquanto se mantiver uma política às ordens dos especuladores e das multinacionais.
1.       Portugal tem recursos materiais e potencial humano suficientes para poder tornar-se num país desenvolvido, criador da riqueza necessária para poderem ser garantidos tanto postos de trabalho com direitos para todos, como os serviços públicos e a Segurança Social.
2.       Para isso, o país precisa de um outro modelo de governação que adopte um Programa de desenvolvimento nacional, capaz de envolver todos os sectores da população trabalhadora no exercício do seu poder democrático.
3.       Este Programa de desenvolvimento terá obrigatoriamente como matriz central a garantia dos postos de trabalho, a proibição dos despedimentos e o controlo dos sectores estratégicos da economia – da Banca e seguradoras à energia e às telecomunicações – para estes serem colocados ao serviço do desenvolvimento do aparelho produtivo nacional.
4.       O sentido do voto da maioria dos trabalhadores e das populações – nas eleições legislativas realizadas em Portugal depois do 25 de Abril – tem tido como resultado, quase sistematicamente, a eleição de maiorias dos partidos que, historicamente, estão ligados ao movimento operário, para que estes assumam um tal Programa.
5.       No entanto, todos os governos saídos dessas maiorias têm feito o contrário. Cite-se, como exemplo, o governo de Sócrates que até recusou fazer um referendo sobre o Tratado de Lisboa ou as emendas aos aspectos mais gravosos do Código do Trabalho.
6.       Por outro lado, as mobilizações contra esta política contrária ao sentido do voto do povo encontram-se fechadas no quadro da divisão das fileiras operárias e da “concertação social” – impedindo a classe trabalhadora de se unir e centralizar o seu movimento na Assembleia da República, para impor o respeito pelo mandato que deu aos deputados. Citemos as mobilizações contra o projecto de Código do trabalho, contra a flexigurança, ou as mobilizações dos professores e dos restantes funcionários públicos.
7.       Estamos seguros que as nossas aspirações são certamente partilhadas por muitos milhares de militantes ligados aos diferentes sindicatos e partidos políticos que mergulham as suas raízes nas lutas da classe operária.
8.       Queremos contribuir para a ligação de todos estes militantes, para o alargamento da consciência colectiva, actualmente aprofundada com as destrutivas medidas do novo Plano de austeridade e a perspectiva da Greve geral convocada, em simultâneo, pelas direcções da UGT e da CGTP.
9.       Sempre afirmámos que os trabalhadores, unidos com as suas organizações, têm capacidade para inverter, numa direcção positiva, o curso dos acontecimentos, e por isso nos batemos pela unidade das Centrais sindicais – UGT e CGTP – para a retirada dos PECs.
10.    Assim, saudando o passo positivo dado pelas duas Centrais sindicais, afirmamos que a greve, para ser bem sucedida, precisa de ser convocada com o objectivo de ser retirado o Plano de Austeridade – do corte nos salários e pensões de reforma à garantia dos postos de trabalho.
11.    Para ajudar a organizar a preparação desta greve geral, sobre esta linha, propomos uma reunião a realizar no dia 29 de Outubro, em instalações cedidas pelo POUS, na Rua de Santo António da Glória, nº 52 B, cave C, em Lisboa.
Lisboa, 21 de Outubro de 2010
Apelam a esta reunião: António Serra, Carmelinda Pereira, Isabel Pires, Jaime Crespo, Joaquim Pagarete, José Luís Teixeira, Paula Montez, Rosa Pereira

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Comunicado 1º de Maio - DIA do TRABALHADOR


COMISSÃO PELA PROIBIÇÃO DOS DESPEDIMENTOS

Viva o Primeiro de Maio!
Viva a Solidariedade Operária!
“ Primeiro, foram ao Orçamento do Estado e raparam o dinheiro vivo para o meter nos bolsos dos detentores do capital, para aumentar a sua riqueza!
É o maior roubo organizado da História da Humanidade! É preciso reagir a isto!”
Carvalho da Silva
E agora? Depois de terem feito crescer o número de trabalhadores no desemprego para mais de 700 mil, só em Portugal, de mandarem para a emigração mais de 100 mil por ano, pretendem atacar os subsídios de desemprego daqueles que os auferem, como se estes fossem os responsáveis pela crise, e como se não estivessem a receber aquilo para que descontaram.
Tudo isto para baixar ainda mais o custo do trabalho e diminuir as receitas da Segurança Social!
Em Portugal, como em todos os outros países da Europa, é a mesma ofensiva!
Então, para reagir de forma eficaz, para romper este cerco do capitalismo em decomposição, para impor a rejeição de todos os PEC, não é necessário a aposta na independência das nossas organizações sindicais face às instituições da União Europeia e do FMI, e procurar a sua união para um pacto solidário de todos os povos da Europa?
Este é o sentido do trabalho desenvolvido pela «Comissão pela Proibição dos Despedimentos e pela rejeição do PEC». É o sentido do apelo de militantes membros de comissões operárias do SPD e de sindicatos da Alemanha, para uma Conferência Operária a realizar a 19 e 20 de Junho, em Berlim.
Para dar a sua parte na construção da mesma, militantes portugueses e espanhóis irão encontrar-se para uma resposta comum, ao mesmo tempo que darão conta de toda esta actividade ao maior número de organizações sindicais, de comissões de trabalhadores e de partidos que se reclamam da defesa das conquistas de Abril e de políticas socialistas.
Se estás de acordo com estas iniciativas,
Adere à Comissão pela Proibição dos Despedimentos e pela Rejeição do PEC

Contactos:  Carmelinda Pereira TM -  966368165              Paula Montez TM - 967636341

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Convite para a reunião de 9 de Maio com delegação de militantes das Comissões Operárias e da UGT de Espanha

O seguinte convite foi feito a  um conjunto de Comissões de Trabalhadores: Auto Europa, GroudForce-TAP, EPAL, TELECOM, Caixa Geral de Depósitos, BPI, PETROGAL, EDP, Sector Alfandegário, CTT.

Caros camaradas,

No próximo dia 9 de Maio, pelas 11h da manhã, terá lugar nas instalações cedidas pelo POUS uma reunião com uma delegação de militantes das Comissões Operárias e da UGT de Espanha com militantes ligados à Comissão pela Proibição dos Despedimentos de Portugal.

Esta reunião visa elaborar uma resposta conjunta à carta dos militantes da Alemanha, apelando para uma Conferência Europeia de Urgência em Berlim, nos próximos dias 19 e 20 de Junho, visando dar passos na procura da acção unida das organizações dos trabalhadores de todos os países da Europa, para defender os postos de trabalho e todos os direitos sociais, alvo da terrível ofensiva das instituições da União Europeia ao serviço dos mercados financeiros e das grandes multinacionais.

A vossa participação será muito importante, no sentido de contribuirmos para ajudar a abrir, por dentro das nossas próprias organizações, linhas de intervenção determinadas a defender a frente única de classe a nível nacional e europeu.

Pela Comissão pela Proibição dos Despedimentos

Carmelinda Pereira

Local da Reunião : Rua de António da Glória, nº 52-B, Cave C
Lisboa

(Junto à Praça da Alegria e ao elevador da Glória).

Delegações à CT da TAP e à CGTP




Uma delegação da Comissão pela Proibição dos Despedimentos encontrou-se esta tarde com membros da CT da TAP , tendo  entregue aos trabalhadores à saída da empresa  um comunicado em defesa da manutenção da TAP da ANA, do espaço aéreo sob controlo da soberania nacional, bem como a renacionalização da GROUDFORCE.
Ao fim da tarde a mesma delegação foi recebida na CGTP, por Arménio Carlos, para entregar as notas sobre o Encontro de 27 de Fevereiro e  dar informação sobre as iniciativas da Comissão.

Comunicado entregue à CT da TAP


COMISSÃO PELA PROIBIÇÃO DOS DESPEDIMENTOS
Preservação da TAP, da ANA e do Espaço Aéreo sob o controlo do Estado português
Renacionalização do sector da Groundforce, com efectivação de todos os seus trabalhadores e dos seus direitos constitucionais
Quanto mais o cerco aperta, mais urgente é o combate unido de todas as organizações dos trabalhadores à escala da Europa, para derrotar o PEC da União Europeia e dos especuladores

Na sua marcha destruidora das conquistas de Abril, a União Europeia e o FMI – ao serviço de todas as associações de especuladores do capital financeiro internacional – utilizam o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), que o Governo pretende aplicar, para privatizar e vender empresas estratégicas da economia nacional, como a TAP, a ANA, a Groundforce, a REN, a GALP, os CTT e a PT, bem como o sector segurador da Caixa Geral de Depósitos, ao mesmo tempo que nos lançam no desemprego e na precariedade e na pobreza.
Rapina que, a concretizar-se, privará ainda mais o país dos meios de sair da crise catastrófica que o atravessa, privando-o dos rendimentos indispensáveis ao reinvestimento necessário à recuperação da economia, de que resultarão falências em cadeia de empresas integradas
As consequências estão bem à vista na TAP e com a situação de caos e de esmagamento dos direitos dos trabalhadores da Groundforce, depois desta ter sido vendida ao capital financeiro de Espanha, como acontece com o arrasar destes sectores estratégicos em Portugal, de que resulta o agravamento brutal do desemprego.
Na vizinha Espanha, processo de destruição idêntico abate-se sobre as companhias de transportes aéreos e empresas de suporte à navegação, a pontos de a resistência dos trabalhadores ser alvo da perseguição dos tribunais herdados do franquismo, com a prisão arbitrária de militantes e dirigentes sindicais envolvidos na luta.
Por toda a Europa desenvolvem-se processos idênticos, sob o pretexto da alegada falta de rentabilidade das companhias aéreas e empresas de apoio associadas, para o que os especuladores e seus governos não hesitam, sequer, em invocar o agravamento circunstancial dos bloqueios à navegação gerado pela erupção do vulcão na Islândia.
Mas nada disto é inevitável! Contra os mesmos ataques é preciso organizar o mesmo combate, apostando na independência das nossas organizações face aos governos e às instituições da União Europeia.
Para trabalhar sobre este objectivo, começaram a juntar-se esforços de trabalhadores militantes de diversos sectores e das suas organizações, que culminaram na realização do primeiro Encontro pela Proibição dos Despedimentos, de 27 de Fevereiro passado (com a representação de várias comissões de trabalhadores e da CGTP).
Se em Portugal se começou a agir em comum neste sentido, também é possível e necessário promover a unidade e a coordenação – em todos os países da Europa – do combate dos trabalhadores (e suas organizações) contra a privatização dos transportes e dos outros sectores estratégicos da economia, e contra a destruição dos respectivos de postos de trabalho,
Este é o sentido do apelo dos trabalhadores alemães que não aceitam a destruição dos direitos e conquistas sociais e laborais em toda a Europa, para que se reúna uma conferência operária de emergência em Berlim, a 19 e 20 de Junho de 2010, onde se possa coordenar a acção unida dos trabalhadores e das suas organizações em todos os países, contra os ataques da União Europeia, contra as privatizações e pela proibição dos despedimentos!

Para podermos organizar uma campanha comum, trabalhadores de Espanha e de Portugal, encontrar-se-ão no próximo dia 9 de Maio, pelas 11 da manhã, na Rua de Santo António da Glória, nº 52-B, cave C, em Lisboa

A comissão pela Proibição dos Despedimentos
29 de Abril de 2010

Contactos:  Carmelinda Pereira TM -  966368165              Paula Montez TM - 967636341