terça-feira, 6 de março de 2012

solidariedade com o povo grego


Relato da delegação de 28/2/2012 à Embaixada da Grécia em Lisboa
Uma delegação de 5 elementos da Comissão pela Proibição dos Despedimentos (CPD) foi recebida, a 28 de Fevereiro, pelo Encarregado de Negócios da Embaixada da Grécia em Lisboa, a quem foi entregue cópia do abaixo-assinado em defesa dos sindicalistas gregos do Sindicato da Electricidade (GENOP-DEH), sujeitos a processos judiciais por combaterem contra as medidas da “Troika” relativamente ao seu sector profissional – em particular a privatização da Empresa pública de electricidade da Grécia e o corte da luz aos utentes que recusavam pagar uma contribuição imobiliária (integrada na factura da electricidade).
O objectivo da delegação era obter informações sobre a fase em que está o processo judicial que pesa sobre 15 sindicalistas do GENOP-DEH.
O Encarregado de Negócios confirmou a existência desse processo judicial e disse-nos que a Justiça na Grécia tem autonomia para tomar as suas decisões sobre este caso. Acrescentou não possuir uma informação mais concreta sobre a fase em que está o processo, comprometendo-se perante a delegação em obtê-la junto do Estado grego e, em seguida, enviar-nos essa informação (1).
Questionado sobre se era a privatização da Empresa pública de electricidade da Grécia que iria ajudar a resolver os problemas dos seus trabalhadores e do seu povo, o Encarregado de Negócios não respondeu.
Defender estes sindicalistas gregos é ajudar a defender-nos a nós próprios
Os trabalhadores gregos constituem a ponta avançada do processo de resistência e de mobilização para impedir os planos de destruição dos direitos, dos postos de trabalho e da civilização construída pelos diferentes povos da Europa.
Eles não podem ganhar sozinhos, face a esta ofensiva personalizada nas “troikas” instaladas em cada país, pois trata-se de uma ofensiva de conjunto decorrente das exigências do capital financeiro mundial orquestrada pela União Europeia, o BCE e o FMI.
É necessário coordenar a nossa resposta e as nossas mobilizações, com as nossas organizações sindicais, para nos salvarmos enquanto povo de cada país.
Na mobilização tão forte dos trabalhadores gregos, há sectores que ocupam um lugar muito especial: é o caso dos sindicalistas da empresa pública, a ser privatizada por exigência da respectiva “Troika”, num processo análogo ao já imposto em Portugal com a empresa pública EDP.
As autoridades gregas precisam de se desembaraçar e fazer recuar os dirigentes deste sindicato, para poderem cumprir o programa da “Troika” na Grécia.
Daí o empenhamento tão forte da parte delas nos processos judiciais.
A nossa acção – participando na campanha internacional assumida por muitos sindicatos e centrais sindicais de todos o mundo – constitui, assim, o apoio ao nosso alcance na defesa do povo grego, na nossa própria defesa.
Continuemos a campanha de solidariedade com estes sindicalistas subscrevendo-a em http://www.peticaopublica.com/?pi=SOLGREGO

(1)  No dia 6 de Março de 2012, a Embaixada da Grécia em Lisboa comunicou à CPD que: “No seguimento da reunião tida na Embaixada, no dia 28 de Fevereiro, com os sindicalistas trabalhadores e em resposta à vossa questão sobre a fase em que se encontra a acção penal  sobre o delito de obstrução do funcionamento de Serviço Público perante o Tribunal Tri-membre contra os 15 sindicalistas da GENOP-DEH, temos a honra de informar que a última data designada para o julgamento foi o dia 10 de Janeiro, que foi adiada e ainda não se designou nova data.”
Portanto, a campanha de solidariedade internacional tem dado resultado! Levemo-la para a frente!

domingo, 1 de janeiro de 2012

SOLIDARIEDADE DA CPD COM A LUTA DOS MAQUINISTAS DA


SOLIDARIEDADE DA CPD COM A LUTA DOS MAQUINISTAS DA CP
            Caros camaradas,
A Comissão pela Proibição dos Despedimentos e a “Pró-coordenadora saída do Encontro de 5 de Novembro, pela retirada do Programa do Governo Passos Coelho / “Troika” vêm expressar a sua total solidariedade com a luta dos maquinistas da CP, fazendo suas as palavras da CT da CP, quando esta afirma:
«Os ferroviários estão em luta e continuarão em luta, para se defenderem de um ataque brutal», indicando ao Governo e à administração da CP que têm «uma solução fácil» para resolver a situação: «parar com os ataques aos ferroviários, parar com a política de destruição da CP», e anular, de imediato, «todos os processos disciplinares levantados aos ferroviários, bem como todas as faltas injustificadas ilegalmente marcadas».
«(…) O Governo que, pela sua administração na CP, vem ameaçar os ferroviários de que, se lutam, não lhes paga o salário, é o mesmo que decide roubar dois salários por ano aos ferroviários, roubar nas horas extraordinárias, no pagamento do trabalho nocturno e em dia feriado, é o mesmo que afirma querer despedir mil ferroviários, querer destruir a contratação colectiva, e que, ao mesmo tempo, anuncia novos apoios de milhares de milhões para a Banca e para o grande capital.»
No momento em que todos os sectores da população trabalhadora, sem excepção, estão a ser fustigados pela ofensiva que se propõe não deixar pedra sobre pedra de todas as conquistas sociais e democráticas do povo português – em particular da revolução do 25 de Abril – ofensiva em é de assinalar o plano de destruição dos transportes públicos (com despedimentos, privatizações, aumento do seu preço aos utentes e supressão de múltiplas carreiras, encerramento de centenas de quilómetros de linhas férreas), nada é mais urgente do que passar à prática a tomada de posição dos dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários e Afins (SITRA), quando afirmam: «Só uma resposta do povo, utentes e trabalhadores – em unidade com todo o movimento sindical – pode derrotar esta declaração de uma guerra que nos está a ser feita, sem tiros nem bombas, e que os senhores do mundo pensam poder ganhar, pela divisão, pelo medo e pela fome.»
Sim, têm razão os dirigentes do SITRA, tal como razão os dirigentes do Sindicato dos Maquinistas da CP: só todos unidos – sindicatos e utentes dos transportes e serviços públicos – podemos derrotar os planos da “Troika” de que este Governo se faz um fiel intérprete.
A luta unida de todos os maquinistas, para fazer valer os princípios de justiça e dignidade conquistados pela sua mobilização e consagrados em acordos de empresa, bem como para defender o direito à greve e os postos de trabalho, constitui um apelo ao desenvolvimento desta mobilização generalizada que é urgente construir.
Cabe as Direcções de todas as organizações dos trabalhadores procurar os meios para ajudar os maquinistas a aguentar a sua mobilização, exigindo ao Governo a retirada dos processos disciplinares e das faltas injustificadas.
Cabe às Centrais sindicais assumir a coordenação destes processos, começando por recusar qualquer “concertação” ou “consenso” com um Governo que não pára de atacar os trabalhadores dos transportes, os trabalhadores da saúde, os trabalhadores do ensino, os trabalhadores de todos os sectores, sejam do sector público ou do privado.

Lisboa, 29 de Dezembro de 2011

Pela Comissão pela Proibição dos Despedimentos: Carmelinda Pereira (membro do Conselho Geral do SPGL/CGTP) e Ana Sofia Cortes (delegada sindical do STFPSA / CGTP)
Pela Pró-coordenadora pela retirada do Programa da “TroiKa”: António Chora e José Baião (membros das CTs da Autoeuropa e da TAP, respectivamente).

Comissão pela Proibição dos Despedimentos     
Rua Santo António da Glória, 52-B, cave C, 1250-217 LISBOA
(Consulte blogue da CPD em: http://proibicaodosdespedimentos.blogspot.com)

sábado, 19 de novembro de 2011

apelo à adesão à greve geral

Comunicado17Nov Greve Geral CPD