sábado, 31 de março de 2012
terça-feira, 13 de março de 2012
terça-feira, 6 de março de 2012
solidariedade com o povo grego
Relato da delegação de 28/2/2012 à
Embaixada da Grécia em Lisboa
Uma delegação de 5 elementos da
Comissão pela Proibição dos Despedimentos (CPD) foi recebida, a 28 de
Fevereiro, pelo Encarregado de Negócios da Embaixada da Grécia em Lisboa, a
quem foi entregue cópia do abaixo-assinado em defesa dos sindicalistas gregos do Sindicato da Electricidade
(GENOP-DEH), sujeitos a processos judiciais por combaterem contra as medidas da
“Troika” relativamente ao seu sector profissional – em particular a
privatização da Empresa pública de electricidade da Grécia e o corte da luz aos
utentes que recusavam pagar uma contribuição imobiliária (integrada na factura
da electricidade).
O objectivo da delegação era obter
informações sobre a fase em que está o processo judicial que pesa sobre 15
sindicalistas do GENOP-DEH.
O Encarregado de Negócios confirmou a
existência desse processo judicial e disse-nos que a Justiça na Grécia tem
autonomia para tomar as suas decisões sobre este caso. Acrescentou não possuir
uma informação mais concreta sobre a fase em que está o processo,
comprometendo-se perante a delegação em obtê-la junto do Estado grego e, em
seguida, enviar-nos essa informação (1).
Questionado sobre se era a
privatização da Empresa
pública de electricidade da Grécia que iria ajudar a resolver os problemas dos
seus trabalhadores e do seu povo, o Encarregado
de Negócios não respondeu.
Defender
estes sindicalistas gregos é ajudar a defender-nos a nós próprios
Os trabalhadores gregos constituem a
ponta avançada do processo de resistência e de mobilização para impedir os
planos de destruição dos direitos, dos postos de trabalho e da civilização
construída pelos diferentes povos da Europa.
Eles não podem ganhar sozinhos, face a
esta ofensiva personalizada nas “troikas” instaladas em cada país, pois
trata-se de uma ofensiva de conjunto decorrente das exigências do capital
financeiro mundial orquestrada pela União Europeia, o BCE e o FMI.
É necessário coordenar a nossa
resposta e as nossas mobilizações, com as nossas organizações sindicais, para
nos salvarmos enquanto povo de cada país.
Na mobilização tão forte dos
trabalhadores gregos, há sectores que ocupam um lugar muito especial: é o caso
dos sindicalistas da empresa pública, a ser privatizada por exigência da respectiva
“Troika”, num processo análogo ao já imposto em Portugal com a empresa pública
EDP.
As autoridades gregas precisam de se
desembaraçar e fazer recuar os dirigentes deste sindicato, para poderem cumprir
o programa da “Troika” na Grécia.
Daí o empenhamento tão forte da parte
delas nos processos judiciais.
A nossa acção – participando na
campanha internacional assumida por muitos sindicatos e centrais sindicais de
todos o mundo – constitui, assim, o apoio ao nosso alcance na defesa do povo
grego, na nossa própria defesa.
Continuemos a campanha de
solidariedade com estes sindicalistas subscrevendo-a
em http://www.peticaopublica.com/?pi=SOLGREGO
(1) No dia 6 de Março de 2012, a Embaixada
da Grécia em Lisboa comunicou à CPD que: “No
seguimento da reunião tida na Embaixada, no dia 28 de Fevereiro, com os
sindicalistas trabalhadores e em resposta à vossa questão sobre a fase em que
se encontra a acção penal sobre o delito
de obstrução do funcionamento de Serviço Público perante o Tribunal Tri-membre
contra os 15 sindicalistas da GENOP-DEH, temos a honra de informar que a última
data designada para o julgamento foi o dia 10 de Janeiro, que foi adiada e
ainda não se designou nova data.”
Portanto,
a campanha de solidariedade internacional tem dado resultado! Levemo-la para a frente!
domingo, 1 de janeiro de 2012
SOLIDARIEDADE DA CPD COM A LUTA DOS MAQUINISTAS DA
SOLIDARIEDADE
DA CPD COM A LUTA DOS MAQUINISTAS DA CP
Caros
camaradas,
A
Comissão pela Proibição dos Despedimentos e a “Pró-coordenadora saída do
Encontro de 5 de Novembro, pela retirada do Programa do Governo Passos Coelho /
“Troika” vêm expressar a sua total solidariedade com a luta dos maquinistas da
CP, fazendo suas as palavras da CT da CP, quando esta afirma:
«Os ferroviários estão
em luta e continuarão em luta, para se defenderem de um ataque brutal», indicando ao Governo e
à administração da CP que têm «uma solução fácil» para resolver a
situação: «parar com os ataques aos
ferroviários, parar com a política de destruição da CP», e anular, de imediato, «todos os processos disciplinares levantados aos ferroviários, bem como
todas as faltas injustificadas ilegalmente marcadas».
«(…) O Governo que, pela sua administração na CP, vem ameaçar os ferroviários de
que, se lutam, não lhes paga o salário, é o mesmo que decide roubar dois
salários por ano aos ferroviários, roubar nas horas extraordinárias, no pagamento
do trabalho nocturno e em dia feriado, é o mesmo que afirma querer despedir mil
ferroviários, querer destruir a contratação colectiva, e que, ao mesmo tempo,
anuncia novos apoios de milhares de milhões para a Banca e para o grande
capital.»
No momento em que todos os sectores da população trabalhadora, sem
excepção, estão a ser fustigados pela ofensiva que se propõe não deixar pedra
sobre pedra de todas as conquistas sociais e democráticas do povo português –
em particular da revolução do 25 de Abril – ofensiva em é de assinalar o plano
de destruição dos transportes públicos (com despedimentos, privatizações,
aumento do seu preço aos utentes e supressão de múltiplas carreiras,
encerramento de centenas de quilómetros de linhas férreas), nada é mais urgente
do que passar à prática a tomada de posição dos dirigentes do Sindicato dos
Trabalhadores Rodoviários e Afins (SITRA), quando afirmam: «Só uma resposta do
povo, utentes e trabalhadores – em unidade com todo o movimento sindical – pode
derrotar esta declaração de uma guerra que nos está a ser feita, sem tiros nem
bombas, e que os senhores do mundo pensam poder ganhar, pela divisão, pelo medo
e pela fome.»
Sim, têm razão os dirigentes do SITRA, tal como razão os dirigentes do
Sindicato dos Maquinistas da CP: só todos unidos – sindicatos e utentes dos
transportes e serviços públicos – podemos derrotar os planos da “Troika” de que
este Governo se faz um fiel intérprete.
A luta unida de todos os maquinistas, para fazer valer os princípios de
justiça e dignidade conquistados pela sua mobilização e consagrados em acordos
de empresa, bem como para defender o direito à greve e os postos de trabalho,
constitui um apelo ao desenvolvimento desta mobilização generalizada que é
urgente construir.
Cabe
as Direcções de todas as organizações dos trabalhadores procurar os meios para
ajudar os maquinistas a aguentar a sua mobilização, exigindo ao Governo a
retirada dos processos disciplinares e das faltas injustificadas.
Cabe
às Centrais sindicais assumir a coordenação destes processos, começando por
recusar qualquer “concertação” ou “consenso” com um Governo que não pára de
atacar os trabalhadores dos transportes, os trabalhadores da saúde, os
trabalhadores do ensino, os trabalhadores de todos os sectores, sejam do sector
público ou do privado.
Lisboa, 29 de
Dezembro de 2011
Pela Comissão pela Proibição dos
Despedimentos: Carmelinda Pereira (membro do Conselho
Geral do SPGL/CGTP) e Ana Sofia Cortes (delegada sindical do STFPSA / CGTP)
Pela Pró-coordenadora pela retirada do
Programa da “TroiKa”: António Chora e José Baião (membros das CTs
da Autoeuropa e da TAP, respectivamente).
Comissão
pela Proibição dos Despedimentos
Rua Santo António da Glória, 52-B, cave C, 1250-217 LISBOA
(Consulte blogue da CPD em: http://proibicaodosdespedimentos.blogspot.com)
sábado, 19 de novembro de 2011
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