sábado, 20 de novembro de 2010

Contra a Guerra e a Exploração


 


 

Independência das Organizações dos Trabalhadores

Contra a Guerra e a Exploração

Pela dissolução da NATO

Pela retirada dos Planos de Austeridade


 

Militantes ligados à Comissão pela Proibição dos Despedimentos – respondendo ao apelo das organizações dos trabalhadores, para se manifestarem contra a guerra e pela paz – saúda-as e saúda todos quantos estão nesta manifestação, unidos no mesmo desejo de ver dissolvida a NATO e todos os outros instrumentos de guerra.

É o desejo de uma viragem histórica de toda a humanidade, cuja realização implica a constituição de governos que apostem numa paz assente na cooperação solidária entre os povos, ao serviço do desenvolvimento de todas as forças produtivas.

Todos nós nos manifestamos expressando esta aspiração perante aqueles que, sendo apresentados como os "senhores do mundo", estão reunidos em Lisboa.

Eles pretendem dispor da vida dos povos e do nosso planeta. Mas será que eles não temem a mobilização geral dos trabalhadores e dos povos de todos os países – e, até, a sua revolta generalizada – contra as consequências das suas políticas?

Políticas que têm, de um lado, os planos de austeridade para suportar a especulação e destruir as condições de vida dos trabalhadores e dos povos e, do outro lado, as despesas de armamento e a guerra.

Não falou Obama com Angela Merkel, Sarkozy, Zapatero, Sócrates e Papandréu para lhes dizer que os governos da União Europeia tinham que aplicar estes planos de austeridade?

Até quando poderão ser eles os senhores do mundo?

Até quando poderão eles contar com as armas, a NATO, a União Europeia, os chefes da Comunicação social, ou de todas as instituições que querem convencer-nos que não há outra saída senão aquela que nos é apresentada pelo capitalismo em decomposição?

Eles reúnem-se, num momento particular da vida do povo trabalhador de Portugal: na véspera de uma greve geral, convocada em uníssono pelas duas Centrais sindicais.

Milhões de trabalhadores irão fazer esta greve porque desejam a retirada do plano de austeridade.

Foi expressando este desejo que militantes de diversos sectores, reunidos num Encontro em Lisboa, a 13 de Novembro, aprovaram uma Carta às duas centrais sindicais dizendo: "Todos temos consciência que a greve geral de 24 de Novembro não irá certamente conseguir, no dia seguinte, a satisfação das legítimas exigências dos trabalhadores. Mas, pode abrir o caminho para a sua satisfação; pode garantir que se inverta a situação, que os trabalhadores, com as suas organizações sindicais (pela voz dos seus dirigentes), afirmem em uníssono: «Se o Governo não quer ouvir as nossas exigências, para parar com os despedimentos, garantir os salários por inteiro, garantir no Estado o que resta do seu sector empresarial e renacionalizar os sectores estratégicos, então não contem com as Centrais sindicais para negociar "Pactos para o Emprego", pois eles serão pactos para aumentar o desemprego.»"

Se isto for feito, em Portugal e nos outros países da Europa ou do resto do mundo, qual vai ser a capacidade dos governos da União Europeia, ou mesmo do governo dos EUA, para pôr em prática estes planos?

A necessidade de independência e de acção em comum das organizações dos trabalhadores – fora da subordinação a quem dá como orientação a concertação com estes "donos do mundo" – é hoje sentida por milhões de homens e mulheres, de militantes e de dirigentes sindicais.

Ajudemos a construir a rede, à escala nacional e internacional, que aposta neste caminho: o caminho da proibição dos despedimentos, da retirada dos planos de austeridade, das políticas de cooperação solidária, da paz duradoura, da dissolução da NATO.

É certamente esta preocupação que uma delegação de militantes portugueses irá expressar em Argel, numa Conferência Mundial contra a Guerra e a Exploração, a realizar entre os dias 27 e 29 de Novembro, com delegados de mais de sessenta países*.

Lisboa, 20 de Novembro de 2010

A Comissão Pela Proibição dos Despedimentos


 


 

* Ver informações sobre esta iniciativa em http://pous4.no.sapo.pt

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

ENCONTRO para preparar a Greve Geral de dia 24/11 para obrigar o governo a RETIRAR O PLANO DE AUSTERIDADE

Mobilização pela retirada do Plano de Austeridade - 13/11/2010, 15h30  no SPGL (Sede do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL) Rua Fialho de Almeida, nº 3, em Lisboa)



Comunicado da Coordenadora das CTs da Autoeuropa


Coordenadora das Comissões de Trabalhadores do Parque Industrial Autoeuropa

Voltam os despedimentos em massa, 700 só esta semana

Solidariedade com os trabalhadores da Mactrading, Valsan, Páginas Amarelas/PT e
Groundforce/TAP


A Coordenadora das Comissões de Trabalhadores do Parque Industrial da Autoeuropa, reunida hoje, 12 de
Novembro, repudia a onda de despedimentos e encerramentos a que voltamos a assistir no Pais.
Só esta semana, são mais de 700 os trabalhadores despedidos ou em processo de despedimento colectivo.
Muitos mais se prevêem para o final do ano e início do próximo.

Os sindicatos da CGTP e da UGT têm que travar estes despedimentos; não queremos voltar a ver políticas
sindicais que competem entre si pela melhor indemnização em detrimento da garantia de emprego.

Exigimos do Governo e dos empresários politicas criativas para a manutenção do emprego e não as
politicas de “merceeiro do inicio do século passado”, que corta no mais fácil sem complexos sociais,
lançando no desemprego os seus trabalhadores ao menor corte nos lucros e continuando a auferir
escandalosos rendimentos fruto do trabalho alheio.

Para abrir as portas à privatização da TAP, o Governo mantêm-se quedo e mudo perante o anunciado
despedimento de 336 trabalhadores na empresa Groundforce.
Não podemos, nem devemos, aceitar um despedimento que mais não é que a substituição de trabalhadores
com direitos por mão-de-obra mais barata.

Este despedimento feito por mail: é uma tentativa da asiatização das relações laborais em Portugal.
Expressamos a nossa solidariedade com a luta dos trabalhadores da Groundforce, bem como com todos os
trabalhadores vítimas de salários em atraso e/ou processos de despedimento e afirmamos que:

- O movimento sindical e as CTs devem exigir ao Governo a retirada destes ataques, a garantia dos postos
de trabalho, nomeadamente nas empresas onde o Estado tem capital (como são o caso das Páginas
Amarelas, através da P.Telecom, e da Groundforce /TAP).

- Chegou a hora da CGTP e da UGT integrarem, na mobilização nacional para a greve geral, a exigência do
fim da onda de despedimentos e a defesa das empresas públicas ao serviço da economia nacional.

Não aos despedimentos

Palmela 12 de Novembro de 2010

Coordenadora das CTs.do Parque Industrial da Autoeuropa