domingo, 10 de janeiro de 2010

A um email sobre o post proibir os despedimentos /solidariedade com os despedidos

Amigo:

Concordo contigo. O texto é um tanto dúbio mas a minha intenção não é a de criticar negativamente nem a Igreja, nem a Ordem de São Vicente de Paula, que existem para o que são e desempenham a sua função. Trata-se sim de exigir ao estado que cumpra a sua pois existe para o que devia ser: promover a equidade e justiça social.

Jaime crespo

sábado, 9 de janeiro de 2010

não sou o único

proibir os despedimentos / solidariedade com os despedidos


recentemente, várias comissões de trabalhadores entre as quais a da Auto-Europa, assinaram a carta promotora de um Encontro Nacional Para a Proibição dos Despedimentos, medida que exige mais que uma mudança radical do que têm sido as políticas de emprego ordenadas pela Comissão Europeia e com bons autores nos papéis secundários no nosso país, casos de Barroso, Santana, Sócrates, Cavaco, Bagão Félix e Vieira da Silva, entre outros e com a conivência de muitos mais, exige uma ruptura completa com essas políticas e, em último caso, com a UE.
sou daqueles que defendem que proibir isto e mais aquilo não resolve problema nenhum. no entanto, o momento dramático que atinge quase um milhão de desempregados em Portugal, exige medidas drásticas não só na protecção dos postos de trabalho ainda existentes mas também medidas sérias de apoio a quem perdeu o seu emprego e àqueles que apesar de trabalharem vêem os seus salários "congelados" pela entidade patronal.
por isso e muito mais também eu resolvi subscrever e trabalhar na organização deste encontro que sendo pela defesa dos postos de trabalho terá que ser também solidário para com os que vivem a amargura do desemprego e a quem apenas são oferecidas oportunidades falaciosas tais como os diplomas aldrabados das "novas oportunidades" ou o ressuscitar de novo da caridadezinha paroquial e das senhoras de S. Vicente de Paula.
pela protecção do emprego e pela integração dos desempregados exige-se um novo rumo na política portuguesa.
jaime crespo

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

informação

Sábado, dia 9 de Janeiro de 2010, pelas 15h 30m, reunião da Comissão Organizadora do Encontro, na sede do POUS.

últimos desenvolvimentos

«Executivo da CT da Autoeuropa subscreve apelo a Encontro pela proibição dos despedimentos.
Trabalhadores vidreiros da Marinha Grande constituem grupo de preparação do Encontro, nesta cidade.»

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Proibir os despedimentos, garantir a cada trabalhador um posto de trabalho com direitos





Proibir os despedimentos, garantir a cada trabalhador um posto de trabalho com direitos

Esta é uma medida essencial para se sair da crise em que o país está mergulhado, a primeira medida para permitir uma economia e uma política respeitadoras da vida do povo trabalhador.

A CGTP afirma que é imperiosa “uma viragem nas políticas e no modelo de sociedade em que vivemos”.

A Comissão organizadora de um Encontro pela Proibição dos Despedimentos considera que essa viragem implica:

não aceitar a política dos despedimentos e exigir a mobilização de todos os recursos para salvar as empresas e os postos de trabalho, sob o controlo de comissões de trabalhadores democraticamente eleitas;

a renacionalização dos bancos e restante sector financeiro, sem indemnização;

a renacionalização de outros sectores estratégicos para a economia nacional, como a energia e as telecomunicações;

a canalização de meios financeiros para investimentos produtivos, públicos ou privados, e para os serviços públicos, nomeadamente o Serviço Nacional de Saúde e o Ensino Público;

a revogação das leis anti-laborais, quer do sector público quer do privado, e a reposição de todos os direitos dos trabalhadores e das populações, consignados na Constituição da República;

o desenvolvimento de políticas de cooperação solidária entre os povos, traduzidas na partilha dos recursos materiais e humanos, e da troca das mercadorias de cada nação, respeitando a sua soberania e identidade – e contribuindo assim para a união livre das nações soberanas da Europa e do resto do mundo.



Estas exigências dirigidas ao Governo já foram subscritas por mais de 1300 trabalhadores, jovens e aposentados.

Está nas mãos dos responsáveis das organizações dos trabalhadores (sindicatos, CTs,…) a orientação da luta dos trabalhadores para a satisfação destas exigências.

Se considera necessária a acção para impor esta orientação política, venha participar numa

reunião, no próximo dia 20 de Novembro, 6ª f, pelas 21h

na Liga dos Melhoramentos e Recreios de Algés

Rua Ernesto da Silva, nº 95, r/c, em Algés

onde, em conjunto, procuraremos decidir que iniciativas podemos desenvolver para que se criem as condições que permitam aos trabalhadores, com as suas organizações, impor uma mudança real nas políticas do nosso país.

Lisboa, 14 de Novembro de 2009

A Comissão organizador de um Encontro pela Proibição dos Despedimentos

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Encontro pela proibição dos despedimentos

Decisões da reunião preparatória de 31 e Outubro de 2009, em Lisboa



Objectivos políticos do Encontro pela proibição dos despedimentos:

Conseguir influenciar os acontecimentos, no seio do movimento operário organizado, abrindo uma perspectiva política ao conjunto da classe trabalhadora, a partir das relações estabelecidas com alguns sectores do movimento operário.

A perspectiva política consiste em afirmar que a saída para defender o que resta do aparelho produtivo e restabelecer a economia nacional passa por uma política em que a primeira medida é a proibição dos despedimentos e a mobilização de todos os recursos nacionais em função desse objectivo.

Um objectivo que deverá ser comum a todo o movimento operário e que deveria traduzir-se numa iniciativa da responsabilidade das direcções sindicais e coordenadoras das CTs.

Construir uma corrente de militantes, de trabalhadores e de estudantes, determinados a agir segundo esta perspectiva, de forma adaptada, tendo em conta o seu local de trabalho ou o seu ciclo de amigos, e em consequência desenvolver diversas e múltiplas iniciativas.

Esta corrente poderá transformar-se numa Comissão pela proibição dos despedimentos, de forma larga e flexível, que colocará logo à partida não pretender, seja por que meio for, substituir-se às organizações dos trabalhadores, sejam elas sindicatos, comissões de trabalhadores ou partidos políticos.

Propor aos militantes que têm já em mãos o começo do desenvolvimento deste processo que o associem à luta e às mobilizações que estão a ter lugar por todo o mundo, e, neste processo, desenvolvam em Portugal uma actividade para preparar a Conferência Mundial Aberta, contra a guerra e a exploração, em defesa da independência das organizações sindicais.



Local do Encontro: Biblioteca-Museu República e Resistência, em Lisboa (a confirmar)

Data: 23 ou 30 de Janeiro de 2009



Pontos de partida:

A assinatura de 1400 trabalhadores e de jovens de todos os quadrantes do movimento operário;

As relações estabelecidas com as CTs da CGD, do BES, da TAP, da TELECOM, da Galp Energia, do sector Alfandegário e da EPAL, com a CGTP e algumas direcções sindicais, bem como com as direcções do PCP e do BE;

O agrupamento de militantes do POUS e da Comissão Nacional pela Ruptura com a União Europeia (RUE), que se organizou com o objectivo de intervir na sociedade portuguesa com este objectivo.



Passos a realizar:

Procurar contactar de novo estas organizações, propondo-lhes que participem na organização do Encontro, ou que – pelo menos – subscrevam o apelo que o convoca (recolher subscritores até 8/11).

Propor à Comissão de Defesa da Escola Pública (CDEP) que adira também a esta iniciativa, bem como os movimentos de professores e organizações sindicais deste sector.

Fazer a divulgação junto de todos quantos integraram as listas do POUS, propondo-lhes que se associem – sob as formas que lhes forem possíveis – à realização deste Encontro.

Constituir em Algés, em Paço de Arcos, em Queluz-Amadora e na Marinha Grande comissões que participem no Encontro, e contribuam para a organização e a concretização da iniciativa.

Realizar pequenas reuniões em Santarém, Portalegre e Porto, com o objectivo de construir também comissões que aderem à iniciativa e a divulgam.

Organizar a divulgação da iniciativa nos locais onde se vai tentar pôr de pé as comissões.

Foi decidido construir um blogue de informação desta iniciativa (chamado “Proibição dos Despedimentos”) no qual irão sendo relatados as iniciativas tomadas e os resultados da actividade.

Os presentes na reunião decidiram constituir-se em Comissão de organização e dinamização do trabalho.

Esta Comissão realizará uma centralização quinzenal. O POUS cede a sua sede para este fim.

Preparar, com uma periodicidade mensal, reuniões gerais para debate de um tema teórico, bem como da centralização e balanço do trabalho já desenvolvido.



Calendário: Algumas propostas de datas



Mês de Novembro

Informação, a todos quantos nos deixaram o e-mail, sobre a organização do Encontro.

Procura de reuniões com uma parte das organizações que já foram contactadas, e informação por e-mail às restantes. Colocar em prioridade aquelas que se mostraram mais abertas.

Preparar as reuniões locais a concretizar e calendarizá-las.

Reiniciar o contacto com estudantes, para organizar uma reunião com alguns deles.

Constituir o blogue de imediato (Responsável: Jaime Crespo).

Realizar uma reunião larga de debate sobre o tema: “A defesa do Movimento Sindical perante a ofensiva do G20, da União Europeia e todas as instituições do imperialismo”.



Mês de Dezembro

Ter realizadas reuniões em Algés, Paço de Arcos, Queluz-Amadora e na Marinha Grande.

Definir os objectivos numéricos em relação à participação ao nível local e ao nível do Encontro.

Elaborar uma Folha Informativa sobre a actividade realizada, para divulgar no blogue e nos espaços onde está a ser organizado o Encontro.



Mês de Janeiro

Realizar uma nova reunião aberta com um novo tema de discussão e fazer o balanço do trabalho desenvolvido.